My biggest dream is the simplest thing: I want to wake up at 11 o'clock on a sunny sunday and find you organizing the closet or something like that. I want to walk into you, and I wish you'd be listening to this song and that you'd try to apologize when you saw me. I wanted you to say: I'm sorry, did I wake you up with the radio? So that I could smile and say: I want to be with you night and day.
4 de fev. de 2011
lettere di amore
Oggi, quando mi sono svegliata, ho scoperto che pensavo a te. Non so spiegare cosa sucede, ma ho proprio l’abitudine di scrivere le lettere di amore quando dormo. Poi c’eri tu, a dappertutto, ed io persa a cercarti dentro una chiesa. Qualcosa di veramente cativo aveva successo in quella chiesa, ma nessuno me lo direbbe. Io, invece, lo sapevo per istinto. E tu, che fumavi, mi chiamavi per andare dentro la tua stanza, perche c’erano le stanze in quella chiesa, e noi volevamo essere da soli. E io, che ti amo, sono succhiata di questo sogno, e avevo paura di tutto quello, ma almeno stava insieme a te. Al tuo fianco… cosa potrebbe accadermi? Quando ho aperto gli occhi, recitavo una lettera di amore. Non so se puoi credermi, ma è proprio così. Parlavo da sola, in pensieri, me ho sentito dire quelle belle parole, e adesso le ho dimenticate. Non sono sicura di cosa dicevo, ma è quase certo che dicevo che ti voglio bene, e che una ora in un incubo con te sarà sempre preferibile all’eternità nel paradiso senza vederti. So anche che dicevo che preferisco quando non stai qui, ma non domandarmi il motivo - non lo sarei spiegare. Forse sia la tua presenza, ed io senza poter toccarti, quello che mi fa veramente male.
31 de jan. de 2011
as if love
as if love could be whitewashed,
from the wall on your heart,
and replaced by a graffiti saying 'nothing happened here'.
as if you could remove its tattoo,
with some special kind of lazer,
and pretend it wasn't carved on you.
as if love was a street after the pouring rain,
and over the drops and the puddles,
you could say 'it's such a sunny day'
as if it was a behavior
that you could correct,
through rehab or therapy,
or even prision.
or paper leaves,
replacing the ones burnt by the fire,
after the ashes were blown away.
as if love was a poem,
words colliding on a notebook,
on memories, on speeches,
that you claim unwritten.
as if it was time,
as if you could bring it back,
as if it didn't pass,
as if you didn't live,
as if you didn't die,
as if this weren't your second life.
as if love, by CL
from the wall on your heart,
and replaced by a graffiti saying 'nothing happened here'.
as if you could remove its tattoo,
with some special kind of lazer,
and pretend it wasn't carved on you.
as if love was a street after the pouring rain,
and over the drops and the puddles,
you could say 'it's such a sunny day'
as if it was a behavior
that you could correct,
through rehab or therapy,
or even prision.
or paper leaves,
replacing the ones burnt by the fire,
after the ashes were blown away.
as if love was a poem,
words colliding on a notebook,
on memories, on speeches,
that you claim unwritten.
as if it was time,
as if you could bring it back,
as if it didn't pass,
as if you didn't live,
as if you didn't die,
as if this weren't your second life.
as if love, by CL
28 de jan. de 2011
26 de jan. de 2011
2011 - é agora!
só para que saibas que, algum ano, terá que ser O ano. algum ano terá que ser aquele em vais pôr em prática os teus planos. li algures que o dia 24 de janeiro é o mais deprimente do calendário, anualmente. os motivos prendiam-se com inúmeros factores: chegam as contas do que gastámos em dezembro, serão debitadas dos cartões de crédito, está chuva, frio, baixo nível de insolação e, para mim o principal: já nos apercebemos que 2011 será um ano igual a todos os outros, não vamos mudar nada, as promessas saíram furadas, os planos foram quimeras. ou seja: ainda não é este ano. porque não? algum ano terá que ser o ano: o primeiro ano do resto das nossas vidas. o ano em que começas aquela dieta, o ano em que começo a engordar, a acordar cedo. o ano em que plantas o tal jardim, o ano em assumes coisas permanentes que sempre te pareceram maiores que as tuas pernas. o ano em que começas a enfrentar os teus medos, o ano em que começas a falar de ti, dos teus receios, o primeiro ano dos teus desabafos, se és calado, o primeiro dos silêncios, se sempre te contaste a todos. o ano em que começas a apontar os teus compromissos numa agenda, o ano em que passo a lavar a loiça, a engomar roupa. algum ano será o primeiro em que começarás a deitar-te a horas decentes. o primeiro em que passas a frequentar o teatro, a ópera. o primeiro ano em que te diriges às urnas e abandonas as descrenças e a apreensão face a ir votar. algum ano será aquele em que deixarás de beber, em que deixaremos de fumar, em que começaremos a viver o primeiro ano do resto da nossa existência. algum ano será aquele em que te tornarás a pessoa que queres ser mas que, chegado ao dia 24, já te apercebeste que está tudo igual, que mudaste de ideias, que não tiveste força para levá-las a bom porto, que voltaste a recostar-te em quem foste até 2010. algum ano terá um dia 24 realizado, com perspectivas e objectivos a desenharem-se para a posterioridade, encaminhados. nalgum 24 estarás sóbrio, de agenda na mão e a ler aquele livro que fizeste emergir da pilha de jornais ou revistas cor-de-rosa milhentas vezes, e relativamente ao qual nunca tiveste iniciativa. algum ano será aquele em que vais ganhar o hábito de desligar a televisão às refeições ou, simplesmente, a deixar de comê-las em cima do computador, ao som da tua música. algum ano será aquele em que vais deitar fora as tuas t-shirts da adolescência, os teus cromos da bola ou da barbie, em que vais selar a tua caixinha das recordações. algum ano será o primeiro em que iniciaste aquela nova rotina de viagens anuais, aquela nova rotina de correr de manhã, em que mataste a velha rotina de comer pizza quando não te apetece cozinhar ou de evitar o rastreio de saúde anual. algum ano terá de ser o tal. num destes anos terás de abdicar do que foste em prol do que queres ser, num destes anos terás mesmo de fazê-lo; nem todos os anos da eternidade estão à tua disposição. algum dia terás de largar-te dos vícios, sair da tua zona de conforto, cumprir as juras que fazes a ti próprio, e não te conformes com a desilusão de não seres capaz de abraçar um novo «eu», desconforma-te, revolta-te. hoje disseram-me que, quando falhas em algo, e sabes que antigamente costumavas chorar sobre o erro cometido, é errado deixares de chorar, é como se te tivesses habituado ao ser falível que te tornaste, estás a dar-te descontos, a exigir menos de ti - és um conformado. por isso, chora, rebela-te contra os teus próprios lugares-comuns, escolhe este ano para ser O ano. compra um cão, faz o tal interail, mete a tal mochila às costas, dá um passo à frente e vai aprender a tal língua. passa a ir passear de manhã à praia. não estamos a caminhar para novos. talvez seja este o ano em que compras umas quantas peças de decoração para a tua vida futura, a tua casa para sempre - sejam pessoas, hábitos, novos lugares. algum ano terá de ser O ano. não to prometas para 2012, 2011 está sob os teus pés, escorre-te por entre as mãos.
25 de jan. de 2011
deflusso
non posso credere che siamo solo questo. sai quanto ho bisogno di te? sai che, tutte le ore, senza te, sembrano prove stupide, rifiuti? scusa se ti amo ancora, scusa se non sono stata capace di dimenticarti. mi crede: ho provato a farlo, non una volta, ma due, tre, un millione di volte, e non sono riuscita a lasciarti andare. mi messo a ridere da sola, quando ci ricordo. quando non penso, c'è la tua faccia che viene in pensiero. se non parlo, sei tu chi mi parli nel silenzio. lo stesso quando camino vicino al mare, mi pare di rivederti fra le onde, le tue imprinte nella sabbia, al mio fianco. il tuo respiro nel mio collo, sulla mia pelle... le tue mani che cercano le mie. direi ti amo. ti direi di non lasciarmi piú, nemmeno per due attimi. amore, abbracciami, ti prego di non partire mai - sai che nessuna stella, in tutto il cielo, vale piú di te? non c'è, in tutti gli artisti, uno capace di ricostruirti in un poema. o di illustrare la luce dei tuoi occhi. o di cantarti, non lo farebbe in modo giusto. ed io, che ti amo, so solamente che i fiori che mi hai regalato sono le piú bei che ho mai visto. e che quando non sono sicura di cosa faccio, mi fai volerti - in un modo così intenso che ho bisogno di fermare tutto che facevo, lascio la tivù, esco da casa, esco dal regno della realità per poter sognarti, immaginarci, in somma, per poter essere felice con te. e, credimi, amore mio, non c'è niente, in tutta la realità, più fermo di te, più sicuro di te, sogno mio. so solamente che potrei morire al tuo fianco - anche lì, sarei felice. non c'è niente che mi faccia più contenta che la possibilità di vederti, di saperti qui, nel stesso posto di me, e di sapere che... se vorrei, potrei trovare la tua mano con la mia.
lo so, è antico ma ti amo
(tiziano ferro - imbranato)
18 de jan. de 2011
cruzada
andamos todos meio a cair, não é? andamos todos com coisas entaladas na garganta. eu, que me considero mulher de armas, rendi-me à paz. há anos (literalmente, há mais de dois anos) que me barriquei na minha tenda e me fiquei pela leitura de romances. o amor... apetece-me rir, o que é isso do amor? o amor só faz sofrer, só faz doer, os momentos bons, poetizados, muitas vezes são grãos de areia perto das formações graníticas dos maus. ainda assim, o amor todo o respeito merece, todo o esforço deve ser concentrado nas guerras por ele... morremos nessa luta, ou talvez seja somente a facção de terreno em que me encontro que esmoreceu, desmorou, anda a arrastar a espada, o peito em sangue, cartas de amor largadas ao vento... esvoaçam por todo o lado, vejo-as dançar no ar, os fôlegos, as lágrimas, que as escreveram... flutuam com elas, acima das nossas cabeças. tantas injecções letais, levaram os nossos corações... tantas pedras quando estavam em carne viva, tanto álcool derramado, tanto sal passado sobre a ferida... e os nossos olhos a chorar sem o nosso consentimento, e nós a tentar que todo o mundo à volta não se apercebesse, para não nos afastar dessa fonte de álcool, dessa salina que quase nos seca, quase nos faz rastejar e implorar... como é possível que continuemos a ansiar para que o álcool deixe de arder sobre as nossas feridas e o sal deixe de secar as nossas bocas? o que é, afinal, o desejo? é isso mesmo, é como se me enchesses a boca de sal, quanto mais sede tenho, mais sal passas nos meus lábios, mais sal vertes para a minha garganta, mais sal trazes nas tuas mãos... e o que é o amor? estou tão farta desta palavra, cheguei a odiar a palavra 'amor'. qual amor qual quê, apetece-me perguntar... andamos por aí a idolatrar pessoas como objectos de cera, a perdoar cada falha, a adorar cada defeito, para no fim os vermos munir-se das pernas e afastar-se... e o ciúme? só o imaginar o corpo amado misturado com outro, por defeito odiado, os sussurros, os fluidos, as peles, o suor, o silêncio da noite... o silêncio dos amantes. como dói! é por por isso que me advertiram que não imaginasse, que não pensasse, ou daria em doida. estamos todos a dar em doidos, ou só eu me torturo com essas imagens? só eu padeço de ciúmes? desgraçado de quem ama, penso, sentada no meu banco da tenda, a ver-vos passar derrotados. desgraçado de quem ama... vencidos, eternamente à espera, estupidamente optimistas, até quem não acredita no destino, no sobrenatural, espera por reconciliações, por recomeços, por regressos ao passado. aqui, da minha tenda, rio às gargalhadas, desculpem, seus tolos. desculpem, somos a corja da humanidade, pelo menos num sentido espiritual, somos sim... deus, a existir, criou-nos sem par, criou-nos para errar sobre a Terra numa eterna busca sem fim e... quando tropeçarem naquele que julguem ser o fim, ele vai rejeitar-vos, vai desligar-vos o telefone, vai responder-vos torto, vai humilhar-vos, vai passear com outras/os debaixo dos vossos olhos, vai deixar claro que não têm nada com isso, vai dar-vos mil e um fragmentos de imagens e cor para que os imaginem juntos, para que enlouqueçam assim... vai querer que saibam, enquanto se esforça também para que ignorem, que não vos querem. ainda assim, anda cá, senta-te no meu colo. ainda assim, deixa-me afastar-te este cabelo da cara. ainda assim, essa cor fica-te bem, esse vestido é novo? esse risco negro faz os teus olhos maiores... desculpem, se rio, desculpem, mas vejam, por favor, que me caem grossas lágrimas dos olhos... que estou na sombra, a saborear a derrota, enquanto vocês se arrastam, meio mortos, quase fantasmas, para beber mais um pouco de água, livrar-se do sal, e regressar ao campo de batalha. talvez seja agora que ele me quer. talvez agora ela tenha reparado em mim, talvez se tenha dado conta que nunca terá com ninguém o que teve comigo. talvez agora, cinquenta anos depois, ele veja que estive sempre ao lado dele, que sou o amor da vida dele e que sequei também eu, devido à cegueira dele. talvez... talvez, e entretanto, vocês alimentam-se de esperança, a esperança mantém-vos sãos, mas apenas para voltar à batalha, para voltar a ser derrotados, uma, e outra, e outra vez... apenas para ouvirem um já pedi que te afastes, um já te disse que ela é o amor da minha vida, um já te disse que a tua oportunidade passou, fizeste as escolhas erradas, agora esquece. e eu, aqui da sombra, vejo os vossos corpos consumidos pelo amor ao sol, e orgulho-me. sim, orgulho-me por estar sentada. orgulho-me por ver-vos passar e rir, a mim, de cujos olhos caem grossas lágrimas. a mim, cujo corpo estremece, e o que é isto... cá dentro? que fragmento é este, que lago é este que expande e me domina? será esperança? estarei eu de espada em punho, embora distraída? oh não, não quero juntar-me a vocês, não, não lutem mais... por favor, quero dizer-vos, quero pedir-vos, implorar-vos, não lutem. um grande relâmpago dá-se num primeiro instante, o primeiro e o milésimo instantes passaram, ele não vos quer, ela não vos ama...
que tola que sou, que louca que me estou a tornar. não estava realmente cá... no entanto, ainda os oiço; os ecos das minhas gargalhadas, ainda o saboreio... o sal das minhas lágrimas.
Assinar:
Postagens (Atom)
